quarta-feira, 11 de maio de 2011

Comentário ao filme - "Antes de Partir"

"Este filme é um magnífico e que sinceramente vale a pena ver, basta estarem presentes estes dois grandes actores da sétima arte. Neste filme vivenciamos experiências com eles, mostram-nos que não se deve simplesmente desistir da vida, mas lutar por ela ate não ser mais possível. Uma vez luta-se com sucesso, outras nem tanto. Sabemos que falhamos por termos tentado, pelo menos tentamos e isso é importante. Devemos aproveitar uma segunda oportunidade vida que nos fora dada, mesmo que seja pequena. Vale sempre a pena viver, vemos a nossa família a crescer, amamos o nosso parceiro incondicionalmente mas de outra forma. Vemos a vida de outra forma.
As palavras que foram escritas atrás podem ser vivenciadas, mas podem ser vivenciadas através de imagens.
Vale a pena viver!
É realmente um grande filme que merece ser visto e passado de boca em boca."




Antes de Partir - O Filme



Sinopse

Carter Chambers (Morgan Freeman) é um homem casado, que trabalha como mecânico há 46 anos. Recebe uma chamada do hospital e dizem-lhe que tem cancro, sendo internado no hospital. Logo passa a ter como companheiro de quarto Edward Cole (Jack Nicholson), um rico empresário que é dono do próprio hospital. Edward é operado e fica a saber que tem poucos meses de vida. O mesmo acontece com Carter que decide escrever a “Lista da Bota” antes de bater a bota, algo que o seu professor de filosofia na faculdade lhe passou como trabalho algumas décadas atrás. A lista consiste em desejos que Carter quer realizar antes de morrer, mas desiste da ideia. Edward toma conhecimento da lista e propõe que eles a realizem juntos, o que faz com que ambos viajem pelo mundo para aproveitar os seus últimos dias de vida.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Colóquio "Luto"

Irá realizar-se no dia 12 de Maio, na biblioteca da Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades um colóquio sobre o LUTO, que contará com a presença do Dr. Fidalgo Freitas, médico psiquiatra em Viseu.


Neste colóquio obter-se-ão resposta às questões:
 - O que é o luto?
 - Quando termina o processo de luto?
 - De que forma é que o luto leva a uma melhor aceitação da morte?
 - Quando alguém pratica Eutanásia o luto é vivido de forma diferente do que se tivesse seguido o percurso natural da morte?
 - De que forma as unidades de Cuidados Paliativos ajudam no processo do luto?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Notícia

Casos de cuidados paliativos só são referenciados "quase sempre em fim de vida"

 
"A coordenadora da rede de cuidados continuados lamentou a "enorme resistência" que os profissionais de saúde ainda têm em "identificar precocemente" os doentes com necessidade de cuidados paliativos, afirmando que a referenciação faz-se "quase sempre em fim de vida".

(...)

Inês Guerreiro adiantou que a identificação tardia "significa que as pessoas vivem muito pouco tempo depois de entrar na rede. Algumas nem sequer são referenciadas e morrem no hospital sem ter intervenção". 

(...)

Como "pontos fortes" apontou os "cuidados paliativos serem considerados pela primeira vez, em Portugal, parte integrante do sistema de saúde".

(...)

Inês Guerreiro adiantou que "o aumento da esperança média de vida, da incidência de neoplasias e outras doenças crónicas incuráveis, assim como uma nova exigência social que é neste momento uma obrigação dos sistemas de saúde, que se humanizam e estão mais atentos às necessidades das pessoas", levou a uma nova vertente nos cuidados de saúde.

Esta situação "exige uma nova valorização das necessidades, não apenas da doença e intervenção terapêutica, mas uma nova exigência do ponto de vista social"."

 

Ver entrevista completa: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/Casos+de+cuidados+paliativos+s%C3%B3+s%C3%A3o+referenciados+quase+sempre+em+fim+de+vida.htm 

 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Testemunho de Esposo de Doente internada na CSIdanha

"Eu, que diariamente acompanhei o seu sofrimento, sobretudo nos últimos dois anos e meio e em especial nos cinco/seis meses finais, quero deixar aqui o meu testemunho do que foi esta última etapa da sua vida e o quão penosa ela foi.

(...)
Confesso que, logo nos primeiros dias de internamento da Isabel na Idanha, me arrependi de não ter tomado mais cedo tal decisão. Ali tudo era diferente: as Instalações, a proporcionalidade doentes/técnicos e a sua especialização em matéria tão delicada eram a garantia de que os doentes em fase terminal não seriam tratados como mais um entre muitos e que não estariam sós. 

(...)
Dois meses depois a Isabel, tendo a seu lado o marido e os filhos, exalou tranquilamente o último sopro de vida.
Por tudo o que acabo de relatar, não posso deixar de prestar a minha homenagem e exprimir o meu sincero agradecimento a todos os que, independentemente de ser essa a sua profissão, diariamente põem à prova as suas emoções, muitas vezes, certamente, transportadas para além da sua vida profissional, para auxiliarem o seu semelhante. "

Para ver o testemunho completo:


Testemunho de Helena Câmara - Voluntária em CP

 "Na escola da vida
Aprendem-se muitas lições
E nunca é demasia
Fazer algumas revisões.

Vamos lá então...
Rever tudo o que retirei
Desta última lição
Verificar o que aprendi!

Para se ser voluntário
(Em cuidados paliativos)
Não chega a vocação
É também necessário
Adequada formação.

Nesta área o voluntário
Nunca trabalha sozinho
Faz parte de uma equipa
Que o apoia no caminho.

Temos de ter em mente
E sempre recordar
Que a vontade do doente
É preciso respeitar.

A nossa simples presença
Em silêncio, ou a falar
Pode fazer toda a diferença
O importante , é o estar!

Com um grande beijinho
Helena Câmara."