"...Devemos ficar à espera de tudo o que vier a nós, sem desejarmos o que não temos. Desejando apenas o que vier. Cada espera não deve ser um desejo, só mesmo uma disposição para acolher."
(André Gide)
(André Gide)
"É Portugal dar um salto civilizacional, que tem que ver com direitos humanos básicos e liberdade de escolha". De acordo com o responsável, "ninguém é obrigado a realizar um TV, mas este é um debate a que a nossa sociedade não pode ficar alheio, uma vez que não estamos perante questões estritamente médicas, mas perante opções de valores".
"Não queremos aprovar um diploma que depois não tem qualquer aplicação no terreno, nem nos serve de nada", sustenta a deputada. Na óptica desta médica que presta Cuidados Paliativos há mais de 13 anos, a questão do TV vai muito para além da questão legislativa e deve ser discutida no plano da comunicação entre médico e doente. "Os médicos têm problemas de comunicação, porque o modelo paternalista ainda é o que vigora. É preciso abandonar a visão de que o médico é que sabe o que é melhor para o doente e centrarmo-nos na relação de partilha entre o médico e o doente. Para isso, é preciso que os médicos desenvolvam a competência da comunicação com o doente e recebam formação adequada a este nível".